Théo estava sentado no tapete de seu quarto, ali no chão mesmo todo largado. Era quase duas da manhã, mas ele sentia como se fosse ainda cedo, e de fato era. O sono não vinha, por mais que ele o chamasse, contar carneirinhos havia se tornado tão chato que ele resolveu deixá-los quietos. Théo sentia algo o chamando do lado de fora, mas como podia se não havia ninguém lá!? Será que estou enlouquecendo? ele pensou, até que chegou a conclusão que a loucura é pura sanidade, quando se tem consciência dela. Se sentiu assustado, mas com vontade de voar pela noite, de tocar as estrelas ou apenas sair de si mesmo. No mesmo instante, um pouco distante, existia um outro garoto. Lion não conseguia sair da janela, a noite escura e sombria emitia sons perturbadores, e por algum motivo ele não tinha medo! Então ele sentiu algo que não era seu, um sentimento talvez, não sabia ao certo. Era uma angústia misturada com solidão, ou algo assim. Resolveu olhar para o céu para distrair-se, afim de que isso passasse logo. A noite era bela para ambos: sombria, misteriosa, perigosa, entretanto tão quieta e agradável. Théo decidiu se levantar do tapete ir até a janela, pois queria encarar o que estava lá fora, o chamando. Ele sentiu um calafrio na ponta do dedão até sua nuca, mas foi até a janela deslisando a cortina para olhar a escuridão iluminada lá fora. Então ele olhou fixamente alguns vagalumes que pairavam por ali, e se espantou ao ver, o nada. Enquanto isso Lion sentia que a sensação que ora sentira ficou diferente, mas ele ainda sabia que não era algo que fosse seu, ou o era pelas metades. Ambos estavam no mesmo lugar, apesar de estarem distantes. Sentiam algo parecido, apesar de diferente. Era um chamado, era medonho, estranho, mas estranhamente bom! Havia uma estrela se destacando no céu, Théo não pôde deixar de repará-la. Era grande, linda e tinha sete pontas. Mas como? ele achou que realmente estivesse louco. Do outro lado da cidade Lion via a mesma estrela enfeitando o céu, era tão bela que ele nem se perguntou porque ela era tão diferente. Então, eles olharam ao mesmo tempo para a estrela de sete pontas, e um sentimento ágape os inebriou. Foi inexplicável a sensação, era como se um estivesse ligado ao outro! O coração batia forte e um podia sentir os batimentos um do outro. E ali ficaram, em um (des)encontro estranho e surreal por uns 60 minutos. Foi quando a estrela começou a se apagar, mas a sensação continuou por mais alguns minutos fazendo com que Théo se sentisse fortemente abraçado. Não havia ninguém ali de forma concreta, mas havia uma conexão entre eles, Lion de alguma forma soube que a sensação ruim que ele sentira a alguns instantes era de uma pessoa desconhecida por ele, mas muito presente em seus sonhos. Sentiu-se feliz por saber que estava presente na vida de alguém, mesmo que ninguém acreditasse nisso se ele contasse. E então foram para a cama, o sono de Théo resolveu chegar e ele dormiu em profunda harmonia consigo mesmo. Lion fez o mesmo e todas as noites eles vão a janela para se encontrarem á luz ofuscante da estrela.
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sábado, 10 de novembro de 2012
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
O desabafo
__ Sente-se.
Disse Mauro.
__ Obrigado, então conte-me tudo que se passa com você, amigo.
Sentados ali um de frente para o outro, com o ar dançando em volta deles, Mauro contou ao amigo tudo....
__... eu sei que não fui enganado,ele sempre deixou bem claro que não queria namorar. E eu aceitei isso! Mas havia algo em mim que ainda acreditava. E aquela marca? Eu acreditava que talvez tudo mudasse depois do ano novo. Acaso não é no ano novo que os sonhos se realizam?
__ Ao menos é o que dizem. Disse o amigo.
Mauro parecia não escutar, ele queria falar, pois precisava se expressar!
__ E quero um amor, uma paixão com tesão, e não importa se irá durar 6 dias, 2 anos ou 20. Eu quero que seja intenso, isso é amor. Então, eu disse que não iria cobrar nada dele, só o que ele pudesse me dar, mas afinal o que ele poderia me dar? Talvez eu nunca saiba...
__ Talvez só de não cobrar você já o fizesse. Interrompeu o amigo fazendo leves gestos com as mãos.
__ Ele me deixa confuso amigo, se não quer algo sério por que não me deixa distanciar? E o pior, soube que ele está conhecendo outro rapaz. Dizia Mauro olhando no fundo dos olhos do amigo enquanto imaginava o roxo escondido embaixo do braço.
__ Então, vim embora por que eu disse que não ia cobrar nada e se ficasse para conversar eu sei que iria acabar deixando algo escapar, algo que talvez devesse ficar só pra mim. E sabe, meu amigo, ele disse que queria conversar comigo. Eu não consigo disfarçar como estou, meu humor não é camuflável. É fácil saber como estou, portanto se me ver partindo 'aparentemente' sem rumo, deixa.
E ali por alguns segundos, ou seria minutos? O tempo passou, o silêncio só foi incomodado pelo vento que brincava ao balançar as folhas de uma árvore, desconhecida por Mauro.
__ Obrigado amigo, você me deu o que é mais difícil de se encontrar: sua escuta ativa. Essa escuta é genuína, um lugar onde eu posso dizer o que eu quiser sem ter medo de julgamentos. Obrigado.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Eu pego e me apego
Estava Breno ao telefone. Do outro lado da linha, sabe-se lá onde, uma voz forçadamente rouca falava bem baixinho: " eu disse que ia ser assim".
Dizer que seria assim não necessariamente implica em ser assim. Ele estava confuso, apesar de saber exatamente onde estava pisando.
A voz forçadamente rouca não parava de falar, e que chato era isso! Será que é tão difícil escutar?
Mas algo era intrigante, afinal Breno não se manifestava para ser ouvido até que se cansou e disse: " Cale-se, eu preciso falar". Meio assustado com o que tinha dito, afinal se impor não era muito de sua personalidade, Breno escutou o silêncio do outro lado da linha. Então ele disse, ele falou, ele se expressou.
Quando terminou de falar o silêncio que ele tanto queria agora o incomodava. Finalmente depois de alguns segundos eternamente duradouros a voz que não estava mais rouca disse: " Nossa noite foi linda, mas eu te disse que não iria passar disso". Breno temia muito ouvir isso, mas se ele temia ouvir então porquê insistia tanto para o outro falar ? Dormir abraçadinho a noite toda, fazendo carinhos e mimos foi tão bom, pensava ele. E então ele se odiou quando ouviu as últimas palavras da voz que agora não era mais forçadamente rouca: " Eu pego, mas não me apego". Breno não se sentiu péssimo, isso seria comum demais! Ele se sentia inexplicavelmente leve, afinal ele é o oposto disso. Como disse o célebre Caio Fernando Abreu "Uma pessoa não é um doce que você enjoa, empurra o prato, não quero mais. ...". Então desligando o telefone sem nenhuma palavra mais a ser dita ele olha no espelho e pensa " Eu pego e me apego, e ao mesmo tempo me desapego, se achar necessário. Então Breno agradeceu o outro por ter lhe proporcionado chegar a essa conclusão.
Dizer que seria assim não necessariamente implica em ser assim. Ele estava confuso, apesar de saber exatamente onde estava pisando.
A voz forçadamente rouca não parava de falar, e que chato era isso! Será que é tão difícil escutar?
Mas algo era intrigante, afinal Breno não se manifestava para ser ouvido até que se cansou e disse: " Cale-se, eu preciso falar". Meio assustado com o que tinha dito, afinal se impor não era muito de sua personalidade, Breno escutou o silêncio do outro lado da linha. Então ele disse, ele falou, ele se expressou.
Quando terminou de falar o silêncio que ele tanto queria agora o incomodava. Finalmente depois de alguns segundos eternamente duradouros a voz que não estava mais rouca disse: " Nossa noite foi linda, mas eu te disse que não iria passar disso". Breno temia muito ouvir isso, mas se ele temia ouvir então porquê insistia tanto para o outro falar ? Dormir abraçadinho a noite toda, fazendo carinhos e mimos foi tão bom, pensava ele. E então ele se odiou quando ouviu as últimas palavras da voz que agora não era mais forçadamente rouca: " Eu pego, mas não me apego". Breno não se sentiu péssimo, isso seria comum demais! Ele se sentia inexplicavelmente leve, afinal ele é o oposto disso. Como disse o célebre Caio Fernando Abreu "Uma pessoa não é um doce que você enjoa, empurra o prato, não quero mais. ...". Então desligando o telefone sem nenhuma palavra mais a ser dita ele olha no espelho e pensa " Eu pego e me apego, e ao mesmo tempo me desapego, se achar necessário. Então Breno agradeceu o outro por ter lhe proporcionado chegar a essa conclusão.
sábado, 17 de julho de 2010
Sem nomes

Ela é linda né?!
Conversavam sobre uma famosa cantora latina, agora americanizada.
Sentados ali, naquele vermelho chão, dois jovens cheios de euforia mesclada a fortes batidas do coração se encontravam. Os personagens deste conto não tem nomes, pois não é necessário nomear, aqueles que são desconhecidos.
"Sente-se aqui comigo" disse o mais velho.
"Claro" respondeu a pessoa dona de uma voz suave e tranquila, capaz de acalmar o mar em dias de tempestade. Sentaram ali mesmo no chão da varanda e como por atração se abraçaram, ao som da famosa cantora latina. De repente o mundo em volta não importava, nada mais era importante, a não ser a companhia um do outro. O momento era agradável demais, porém mesquinho, não era permitido distração, ambos tinhas que estar inteiramente presentes ali. a presença era sentida na temperatura do corpo, nos beijos saborosos, nos abraços apertados e na troca de olhares. " Seu olho é mais claro que o meu" disse um deles. O tempo, passageiro inquieto, pegou o mais veloz trêm existente e voou. Já era noite! Eles ainda estavam ali, abraçados ouvindo a respiração um do outro. Só a trilha sonora que mudou, por que a vontade e o desejo de permanecerem ali abraçados continuava. Momentos depois, já passava das 20:00 horas (!) as lembranças pairavam pela casa, vazia. No peito a saudade que como fome devora e precisa ser saciada
quarta-feira, 28 de abril de 2010
O casamento
O noivo estava ansioso. Quase uma hora se passara e nada da noiva aparecer. Os convidados não aguentavam mais esperar na igreja lotada e com aquela música de casório suave e chata. Pura dissonância aos ouvidos dos apreciadores de Rock'n' Roll. No meio da multidão, estava eu. Sentado ( quase deitando), prestes a dormir, quando percebo alguns olhares em minha direção. Provavelmente me acharam mal educado. Confesso ter achado estranho, mas pensei comigo: " Isso é normal. As pessoas só vem a casamentos para repararem umas as outras mesmo". E de fato, era mesmo assim. A igreja parecia um desfile de modas. Não estava mais suportando aquele calor, aquela situação, aquela detestável criança tirando meleca do nariz na minha frente. Olhei para o noivo na entrada principal, como ela parecia ridículo todo engomadinho a espera de sua sentença.
A essa altura eu já estava quase deitado no banco, pensando em coisas que digamos, não eram muito apropriadas para a ocasião. Pensava até naquelas revistas pornográficas que escondo em baixo do colchão. Alguma coisa acontece, todos olham para trás e... finalmente a noiva chegou! A musiquinha chata se transforma em notas até agitadas, beirando ao Jazz e então a noiva entra. A igreja vira um alvoroço. A platéia se dividiu entre risos e expressões escandalizadas. O noivo todo pálido e boquiaberto não sabia o que fazer. Achei estranho, pois geralmente não é assim que os convidados recebem a noiva. Olhei para trás e, meu Deus!
O que era aquilo? Não sabia nem decifrar o que eu estava sentindo naquele momento. Uma mistura de susto, euforia e até medo tomou conta de mim. Ela estava vestida de preto! Parecia mais que ia a um velório. Ela sempre gostou de ser diferente. Tinha um estilo meio Gótico e as vezes usava roupas estranhas, claramente influênciada pela Lady Gaga. Mas as opiniões na igreja foram unânimes, aquilo era demais para a mente daquelas pessoas do interior. Casar-se de preto? Isso não, era quebrar os costumes, ir contra as regras da sociedade!
Depois dos reclames quase intermináveis do padre, a cerimônia continuou. O noivo, já acostumado com as maluquices da amada agiu naturalmente, passado o susto. A cerimônia terminou. Enquanto os noivos davam seus cumprimentos, as pessoas iam saindo da igreja em direção as suas casas. Tudo como antes, foram vivendo suas vidas, dia após dia.
A essa altura eu já estava quase deitado no banco, pensando em coisas que digamos, não eram muito apropriadas para a ocasião. Pensava até naquelas revistas pornográficas que escondo em baixo do colchão. Alguma coisa acontece, todos olham para trás e... finalmente a noiva chegou! A musiquinha chata se transforma em notas até agitadas, beirando ao Jazz e então a noiva entra. A igreja vira um alvoroço. A platéia se dividiu entre risos e expressões escandalizadas. O noivo todo pálido e boquiaberto não sabia o que fazer. Achei estranho, pois geralmente não é assim que os convidados recebem a noiva. Olhei para trás e, meu Deus!
O que era aquilo? Não sabia nem decifrar o que eu estava sentindo naquele momento. Uma mistura de susto, euforia e até medo tomou conta de mim. Ela estava vestida de preto! Parecia mais que ia a um velório. Ela sempre gostou de ser diferente. Tinha um estilo meio Gótico e as vezes usava roupas estranhas, claramente influênciada pela Lady Gaga. Mas as opiniões na igreja foram unânimes, aquilo era demais para a mente daquelas pessoas do interior. Casar-se de preto? Isso não, era quebrar os costumes, ir contra as regras da sociedade!
Depois dos reclames quase intermináveis do padre, a cerimônia continuou. O noivo, já acostumado com as maluquices da amada agiu naturalmente, passado o susto. A cerimônia terminou. Enquanto os noivos davam seus cumprimentos, as pessoas iam saindo da igreja em direção as suas casas. Tudo como antes, foram vivendo suas vidas, dia após dia.
terça-feira, 23 de março de 2010
Um vir-a-ser... Final

Em seus sites de relacionamentos sociais, tantas frases carregadas de emoção! Não podiam ser para ele, pois se fosse não falariam de distância. Kaio sempre esteve ali, tão perto.
Certo dia em sua casa tomou coragem e deixou as palavras saírem:
" Quer namorar comigo?"
Gil ficou sem palavras por alguns instantes e disse:
"Acho muito cedo ainda Jairo"
Cedo? Não era cedo. Eles se conheciam a algum tempo. Estavam gostando de se encontrarem. Como poderia ser cedo? A intimidade já existia.
Kaio controlou bem a situação. Gil deixou escapar o que Sigmund Freud chamou de Ato Falho. Vários pontos cheio de significado que ocorrem quando se diz o que não quer dizer. Era como se o dito viesse acompanhado de um não dito também.
Gil acabou confessando tudo que estava acontecendo. Kaio não se enfureceu, mas como poderia?
Disse que Luanna tinha sido feita para ela, mas admitiu não ser possível acontecer nada entre elas. O silêncio reinou entre eles.
Onde Gil estava querendo levar Kaio? Queria só enganá-lo? Ou tentar esquecer Luanna com ele?
Provavelmente esssas perguntas não terão respostas.
Incomodava saber que alguém tão distante podia manter uma relação mais entrosada com Gil do que ele. Kaio passou a odiar Luanna sem ao menos conhecê-la. Talvez ódio não seja a palavra mais apropriada.
Era inaceitável isso. Beirava ao ridículo. Como ela poderia deixar de ficar com ele para ficar imaginando um dia encontrar Luanna? Kaio resolveu então se afastar. Acreditava ser a única forma de resolver isso. Gil estava muito confusa e kaio não podia exigir nada dela. Afinal ela era livre e ele também.
Os bons momentos vividos entre eles existiram. Estarão guardados.
Kaio de um lado e Gil de outro.
Quanto a Luanna para ele tanto faz o que aconteceu com ela!
Por fim, tantos planos, momentos e carícias ficaram latentes. Estão latentes porque não estão mortos. Como um livro, uma história que foi interrompida, mas continua a disposição para continuar.
Um vir-a-ser que poderia ter sido.
Um vir-a-ser que talvez que talvez nunca será.
Um vir-a-ser... Parte 2
Luanna morava em outro estado. Era extremamente bem resolvida e usava girias até para dar bom dia. Em contrapardida Gil se mostrava confusa e insegura. Chegou uma vez a publicar que estava " sem futuro". Mas como pode alguém estar sem futuro? Independente de ser bom, frustrante, esperado ou não, o futuro sempre há de vir.
Não teve jeito. Uma forte atração, um profundo interesse dominava as jovens. Será que Gil era bissexual e nunca tinha se atentado a isso? Ou será que só estava confundindo uma forte afinidade com algo maior? Ela não sabia, pois era confusa demais.O silêncio é rompido fazendo com que Kaio e Gil se encontrem novamente. É impressionante, como agora, ele a via de uma ângulo que nunca tinha visto. Ela parecia mais atraente, como uma dama-da-noite exalando seu perfume sedutor.
Os dois se curtiam muito agora, mas Gil ainda teclava com Luanna. Os encontros passaram do banco da praça para a casa dele. Ambos se amavam, deixando-se levar pelo desejo. O bem querer que existia entre eles selava os momentos calientes.Mas Gil colocaria tudo a perder, pois estava cada vez mais próxima de Luanna. Não próxima fisicamente mas emocionalmente.
Kaio não era bobo. Nunca fora. Já havia percebido o que estava acontecendo...Um vir-a-ser... Parte 1

Oi tudo bem? De onde és?
Foi assim. Durante uma conversa no messenger que tudo começou. Gil estava realmente empolgada por conhecer Kaio. A moça, que não é boba, logo marcou um encontro com o pretendente. O lugar escolhido para se conhecerem foi na praça próxima a casa dele. Kaio adorava aquela praça. Gostava de ver as pessoas passeando com o cachorro, sentadas lendo alguma coisa, namorando. Gostava também de olhar o céu nublado em dias de chuva. Parecia esquecer o mundo a sua volta quando uma voz baixa e acanhada diz: " Oi você é o kaio, não é?"
E lá estava ela. Parada em sua frente usando uma blusa vermelha, sapatos pretos e uma bolsa provavelmente cheia de bagunças.Foi assim. Durante uma conversa no messenger que tudo começou. Gil estava realmente empolgada por conhecer Kaio. A moça, que não é boba, logo marcou um encontro com o pretendente. O lugar escolhido para se conhecerem foi na praça próxima a casa dele. Kaio adorava aquela praça. Gostava de ver as pessoas passeando com o cachorro, sentadas lendo alguma coisa, namorando. Gostava também de olhar o céu nublado em dias de chuva. Parecia esquecer o mundo a sua volta quando uma voz baixa e acanhada diz: " Oi você é o kaio, não é?"
Gil e Kaio se sentaram em um dos banquinhos da praça e conversaram. O contato de olho foi inevitável. Gil usava óculos (parecido com aqueles fundo de garrafa) que deixava kaio pensando na possibilidade dela não conseguir enxergar sem eles.
"Então, você mora aqui perto dessa praça?"
"Sim." Respondeu ele em poucas palavras.
Kaio não sabia com certeza o que estava sentindo, mas logo inventou uma desculpa qualquer e se levantou alegando estar atrasado para um compromisso.
Por que diabos ele fez isso? Não havia compromisso algum. Ela parecia diferente no msn, parecia ser mais falante. E o que Gil tinha achado dele?Vários meses se passaram. Eles ficaram quaze um ano sem se falarem pessoalmente.
Gil era uma pessoa muito eclética. Fazia tanta coisa ao mesmo tempo (cantava, atuava e queria mesmo era ser estrela). Tinha uma vida moderna virtual da qual gostava muito. Foi assim,teclando que Gil conheceu Luanna...
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