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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

(A)prendendo


Sou livre, mas tenho que colocar grades em minhas janelas.
Sou livre, mas simbolicamente a prisão armou sua tenda ao lado, muito próxima a mim.
Aprendi que a liberdade para muitos é mito!
Estou aprendendo que a liberdade pode ser a destruição de seres que sem a base de valores e normas sociais, ficam sem chão.
Não conseguem se estabilizar sem um referencial!
Agora só as grades em minhas janelas não bastam, tenho também, cerca elétrica em todo arredor de minha casa.
Mas ainda não me sinto seguro. Faltam ainda as câmeras de vigilância e um segurança pessoal.
Dia desses vi um policial a prender um sujeito na rua, perto de casa. Ele vai para um lugar com muita vigilância, cerca elétrica, câmeras e grades. Esse lugar, por incrível que pareça, não é a minha casa.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vida!


Uma palavra que fala por si. Carrega tantos sentidos que, na tentativa de decifrá-los se tornam quase indecifráveis. Um falar inaudível, um audível falado. É tão bela e sublime, um quase subliminar.
É vida. Nada mais!
É multifacetada, não por conter várias facetas, mas por suportar tamanha variedade de expressão.
Independente de como é concebida, não deixa de ter vida aquele que com ela nasceu. Deixa de ter consciência da existência, o que impede de sentir. Vida que não é sentida não é vivida.
Alegria é perene, um dia ela passa, mas deixa lembranças que a fazem voltar, como uma boa filha volta a sua casa, ou seja, a vida das pessoas.
Vida também é luta. Sou um guerreiro sem armas de fogo, mas com uma chama ardente motivadora dentro de mim. Nada de espadas, escudos ou arpões. As cores são excelentes aliadas, são elas que fazem a magia acontecer. Tem o poder de fazer do cotidiano um espetáculo. Todos os dias o mesmo palco, mas nunca com o mesmo enredo.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Iniciado na vida


Tudo já estava construído.
Desde o ventre materno as pessoas já são influenciadas.
Definiram tudo, mas (quem) definiram?
Outros de mim, mas que não são eu.
Somos da mesma espécie, eu e os outros, mas não temos a mesma história de vida.
Quem foi o "dono da razão" ao dizer que meninos devem gostar de futebol só porque
nasceram com a genitalia masculina?
E quanto as meninas, para se sentirem bem é necessário obter aquele liso perfeito no cabelo.
Para muitas é um castigo divino terem nascido com cabelos cacheados!
Tudo construído, tudo invenção!
Meninos não tem que jogar bola se não quiserem,
Meninas não precisam usar cabelos lisos para serem belas.
Tudo é alienação.
Sou um iniciado na vida, que nem a Lóri, aquela que quando nasceu já era alienada.
Mas não só ela.
quando nasci e me deram um nome, do qual nem pude escolher,
me alienaram de mim.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dança Moderna



"Dançar é sentir, sentir é sofrer, sofrer é amar... Tu amas, sofres e sentes. Dança!"

Com a intensidade das palavras de Isadora Duncan trago a vocês, queridos leitores, uma sutil introdução a dança moderna. A dança clássica era a maior expressão corporal existente. Encantava multidões com sua elegância em técnicas de elevação, equilíbrio, harmonia e graça. Com o surgimento da dança moderna ocorreu um rompimento com o clássico, sendo assim os movimentos preexistentes foram " deixados de lado". Esse estilo de dança busca expressar o cotidiano das pessoas, considerando seu contexto sociocultural e afetivo. O dançarino moderno deve exercitar técnicas de contração e relaxamento muscular, buscando sentir cada movimento de seu corpo. Dançar com consciência, teatralizar o sentimento. Transformar a melodia musical em expressão corporal. François Delsarte, um dos precursores da dança moderna, constata em suas observações que há emoção ligada em cada movimento. Surge então a chave da dança moderna: A intensidade do movimento comanda a intensidade do gesto. Isadora Duncan se inspirava na natureza podendo senti-la e se transformar em elementos da mesma. Uma frase dessa graciosa bailarina me encantou: "A dança é expressão de sua vida pessoal". O praticante de dança moderna segundo Martha Graham deve durante as aulas exercitar a respiração, pois saber respirar influencia a forma como os movimentos serão expressados ao público. Os bailarinos modernos são inteiramente compostos de emoção, espírito, coração e mente.
Sinta a vida, transmita sensações, se expresse. Dance!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Poção do Amor

Coração acelerado, mãos trêmulas, suor em excesso.
Nó na garganta miscigenada a uma vontade intensa de gritar, de viver...
de amar.
Um pensamento salta ao consciente humano. Todas as pessoas estão sujeitas a se embriagarem com o vinho do amor! Para compreender melhor os efeitos do amor romântico, trago aqui algumas concepções da Psicologia Jungiana. Para Jung existem duas forças opostas na psiquê, porém é necessário que estas forças se unifiquem. Ele constatou que a psiquê é andrógina, ou seja, possui componentes masculinos e femininos. Os opostos se equilibram e se completam mutuamente.
" Só o que está separado pode ser devidamente unido"
É como se procurassemos algo cuja falta é sentida o tempo todo, como se buscassemos a totalidade do ser.
A cultura ocidental é fortemente influênciada pelo romantismo. O ideal do amor romântico surgiu em nossa cultura por volta do século XII com o "amor côrtes". A cortesia no relacionamento baseava no culto de um amor além do humano, era um amor divino, espiritual. O cavalheiro e sua amada não podiam ter nenhum contato físico, pois a mulher era a representação da perfeição. Tocá-la era o mesmo que reduzi-lá a uma mortal. Ela podia se casar com outra pessoa, mas a chama ardente do amor entre eles deveria ser cultivada até a morte. Pode-se perceber até hoje a influência do amor cortês em nossa cultura. Quando alguém bebe da Poção do Amor é como se forças psicológicas fossem ativadas. A pessoa amada deixa de ser humana aos olhos do apaixonado. Tudo é tão belo e surreal! A medida que a poção age nos apaixonados, ela faz com que sejam projetados na pessoa amada, diversos desejos inconscientes. Tem-se a sensação da "metade da laranja" encontrada, a parte que faltava para completar o que antes era incompleto. É idealizado alguém que vai além do humano, uma vez que a pessoa amada, é a representação de algo divino. Tudo será tão perfeito assim para sempre? Claro que não. O vinho embriaga, faz bem, alegra e transforma. Porém deixa ressaca no dia seguinte, pode-se dizer que algo parecido ocorre com os enamorados. A Poção do Amor tem prazo de validade. Um ser humano é visto como aquele capaz de dar sentido a vida do apaixonado. Exigi-se tanto da outra pessoa, tanta responsabilidade lhe é dada. Robert A. Johson citou em um de seus livros" É por isso que homens e mulheres exigem coisas tão impossíveis de seus relacionamentos: nós realmente acreditamos inconscientemente, que esse ser humano mortal tem a obrigação de nos manter sempre felizes, de tornar nossa vida significativa, vibrante e plena de êxtase". Até que ponto a pessoa amada será capaz se sustentar nossa demanda? Quando o encanto se dispersa e passamos a enxergar o outro como ele realmente é (humano e limitado como qualquer pessoa) o relacionamento muda. É comum ouvir frases de namorados dizendo " você não é o que eu imaginava que fosse" ou " você mudou tanto". Isso acontece quando o efeito delicioso do vinho passa, a projeção se transforma. Porém as pessoas podem conviver bem, muito bem, mesmo tendo passado a sensação de paixão avassaladora. Digo mais, se depois do encanto passar ainda houver sentimento de querer e aceitação pelo outro da forma que ele realmente é, existe aí uma oportuniade de construir um relacionamento estável.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eu's


Gosto de escrever.
Escrevo porque gosto!
As palavras traduzem, dizem e expressam o que sinto.
No mundo das letras são tantas as possibilidades.
Sem restrições ou aversões. Posso ser o que eu quiser.
Fantástico, não?
Fernando Pessoa criou três heterónimos.
Ricardo Reis, um vago moreno mate disse:

"Tenho mais almas que uma.
Há mais eus do que eu mesmo.
Existo todavia
Indiferente a todos.
Faço-os calar: eu falo. "

Inspirado em seus versos me arrisco a dizer,
posso ser vários mesmo sendo um.
Sou um, sou tantos.
As vozes que ecoam dentro de mim,
não abafam minha voz.
Quero me aventurar em lugares desconhecidos.
Os versos me convidam a isso.
Escrever é me expressar de peculiar maneira.
As letras tem significados prolixos. Elas são liberdade!
Externalizo o que quero e desconto tudo no papel.
É inevitável dizer que a escrita me faz bem.
Escrever me leva a pensar.
Pensar me leva a sentir.
Sentir me leva a ter certeza que existe vida dentro de mim.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Puro existencialismo


Existir.
São tantas as coisas que existem.
Mundos de cada um.
Sol e lua de todos.
Alegrias de alguns.
Melancolias de muitos.
Tudo isso existe.
Mas a existência é coexistência!
Meio que dependência.
Uma rede onde as nuances encontram lugar propício para se instalarem.
O mundo só existe como tal, porque existem seres para dar representação a ele.
Mas não se iludam.
Os seres só existem, porque há um mundo onde eles podem viver.
Tem o dia,
porque tem a noite!
Tem o mal,
porque tem o bem.
O que seria da rosa sem o vermelho vivo que a torna deslumbrante?
A chuva não seria a mesma sem o cheirinho de terra molhada. Não para mim.
Eu existo... Tú existe... e NÓS
Existimos.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Amo-te



Amor, luz, desejo.
O que é o amor?
Desconheço.
Risos, poesias, lágrimas.
Pouco se sabe, muito se diz saber.
Projeção...
Amamos o outro ou a sensação de estar apaixonado?
Querer, saber, prazer.
Espera-se muito do outro.
Romantismo...
Melhor seria uma fusão completa com a pessoa amada.
Amor perfeito?
Na dúvida, melhor duvidar.
Alegria,
não está no outro e sim em você mesmo.
Ser feliz,
é uma escolha, como tudo na vida. Então todas as consequências de seus atos são somente de sua inteira responsabilidade.
Trevas e dúvidas,
quem não as tem dentro de si ?
Verdade,
nem única nem universal, apenas é subjetiva.
Amor, paixão, ilusão.
Reciprocidade.
Ama-me?
Então talvez, Amo-te também.

terça-feira, 23 de março de 2010

Mudança não Metamorfose!


De repente mudou!
Eu acreditava ter uma base, um solo firme onde pudesse me apoiar.
Tudo desmoronou.
Mas acredite, isso me fez bem.
Muitos valores entraram em conflito, concepções mudaram e por um tempo era como se tivesse regredido.
Sentir-se perdido? Normal.
Ter medo do desconhecido? Normal.
Não saber com clareza o que se sente? Normal.
É tudo tão humano, tão preciso. Por isso é normal!
Alias, alguém tem extrema certeza do que é normal?
A mudança é necessária, e digo mudança não metamorfose.
Personalidade nenhuma muda da água para o vinho!
Por isso, mesmo tendo contestado meus conceitos, valores e crenças (será que são mesmo meus?)
ainda sou o mesmo.
Estou indo, indo, indo... em direção a algum lugar.
As lembranças dentro de mim não se esvairaram.
Continuo gostando de bolo de chocolate e sorvete com bastante castanha de cajú.
Então o que mudou?
A mudança, a construção e o processo não param.
Por hora posso afirmar, a forma de enxergar o mundo e a mim mesmo está mudando.
E mudando para melhor!

Imagem retirada do Fragmentos Intemporais:

quarta-feira, 10 de março de 2010

Solitude


Alone, Allein, Solo, Seul
... Quem nunca se sentiu assim?


Todos independente de classe econômia, cor, descendência e estatus social estão sujeitos a sentirem solidão.

Sentir-se sozinho não é o mesmo que estar sozinho. O pior tipo desse sentimento se manifestar acontece quando estamos cercados de pessoas por todo lado, mas mesmo assim nos sentimos solitários.

Parece que de repente as pessoas perdem a sensibilidade de entender, ouvir, e simplesmente perceber que algo não está bem.
Pode acontecer também de não conseguirmos transmitir aos outros aquilo que se passa dentro de nós, pois nem sempre é fácil distinguir o que a gente mesmo esta sentindo.

Mas sabe o que acredito ser pior nessa historia? É descobrir que as pessoas ao nosso redor, aquelas que estão do nosso lado, seja na fila das casas lotéricas ou sentadas próximas a nós na lanchonete podem estar na mesma situação. Sentem-se só mesmo tendo várias pessoas ao lado delas.

É como se as relações não fossem satisfatórias, os diálogos não fossem sinceros, a escuta não fosse genuína. Talvez seja tudo isso, talvez não seja nada disso.

Nem mesmo os inúmeros sites de relacionamentos ( saõ tantos!) do qual não conseguimos viver sem, suprem essa necessidade de presença. Me parece que quanto mais buscamos formas alternativas de interaçao (Msn, Orkut, Twitter, facebook...) mais nos sentimos....

Sozinhos!

terça-feira, 9 de março de 2010

FACES DECADENTES


Há algum tempo venho buscando formas alternativas de me expressar. Criar um personagem, ou uma máscara, onde eu pudesse me esconder e dizer o que eu quisesse me pareceu interessante. Mas que graça teria expressar sentimentos e opiniões sem dizer a todos que tudo isso veio de mim? Não estaria sendo sincero. Então, resolvi criar o Faces, uma tentativa de encontro comigo mesmo.
Faces não designa várias personalidades, ou vários rostos. Apenas uma figuração de que mesmo sendo uno, existe pluralidade em mim, e em você. Isso é fantástico porque assim consigo gostar de tantas coisas ao mesmo tempo, sem me prender ou até mesmo me preocupar em ser coerente o tempo todo. Gosto de Psicologia e dança (coisas totalmente distintas) e não há problema algum nisso! Adoro estar na presença de meus amigos, mas também não abro mão dos maravilhosos momentos que passo comigo mesmo, sozinho.
O melhor de tudo é saber que não tenho que ser do mesmo jeito para sempre. Todo ser está em constante modificação, ao mesmo tempo sem deixar sua essência se perder. São como Faces decadentes, como folhas no outono. Sempre passam, sempre se renovam.