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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Eu e ele

Vou falar sobre o que? Sobre o que me consome. Era como uma fome, voraz e sedenta. O vento era seu acalento, uma vez que o deixava vivo. Sim, ele estava com fome... e alguém com fome desse jeito caça. Era um caçador, de palavras. Elas são difíceis demais, pois são incertas. Ora são frágeis, ora rinocerontes! Entretanto é delas que ele estava com fome, de palavras. A única coisa certa era que elas são junções de várias letras, onde uma a uma formam um significado. Mas isso é mentira! Eu e ele fomos traídos pela palavra ( morde e assopra). Como pode amor significar dor? Isso parece loucura! Para uns é o sentimento mais lindo, cheio de luz e cerejas em calda. Para outros é símbolo de sofrimento e lágrimas caídas. Quanto sentimento se esconde atrás de uma só palavra. Tenho medo delas às vezes, ele também. Palavras podem deixar confusas as coisas quando existe ambiguidade. Ele ( e não eu) quando era criança escutou uma mulher gritando " Onde está o cachorro do seu namorado"?. Ficou pensando se o cachorro era branco e peludo, só depois foi descobrir que o cachorro era o próprio namorado. Palavras são indigestas, nunca se sabe que sabor elas podem ter até elas atingirem você. Eu concordo com ele quanto a isso. Mas sabemos 
( eu e ele) que somos filhos de falantes, e assim sendo, temos essa ferramenta para nos diferenciar dos outros animais, pois nenhum outro animal tem a capacidade de comunicação que nós humanos temos. Isso é lindo! As palavras constroem sentidos e significados e influência  nossa subjetividade. Elas destroem também, ele me disse que uma palavra certa vez o atingiu no coração, doeu como uma flecha. Eu acho que elas despertam sentimentos também. Elas me permite dizer que Eu sou eu e Ele pode ser você, ou apenas a soma de três letras agrupadas E-L-E. O sentido é só seu, ou só meu, ou só d'ele.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Ciclos


Aqui estou, mais uma vez escrevendo. Gosto de ter a sensação de "poder", pois é assim que me sinto quando junto palavras e percebo os sentidos construídos a partir delas! É com esse poder que venho refletir, em palavras, o que mais foi significativo para mim neste ano. Bem, eu aprendi muito. Eu fechei ciclos também, fiz isso com suor, lágrimas e doses diárias de cafeína. Foi maravilhoso concluir meu curso universitário (se bem que ainda não tenho certeza que fui aprovado em Libras) e sentir que eu estou no caminho certo. Eu não me vejo fazendo mais nada nessa vida, nem dançar ficou tão prazeroso para mim do que ser psicólogo! Isso é tão bom e ao mesmo tempo assustador, por que não tenho um plano B, caso  algo não saia como planejado. Descobri mais sobre mim: sou cabeça dura, tenho opinião forte, fecho meu mundo e pouquíssimas pessoas realmente entram nele. Eu gosto de ficar sozinho e temo a solidão, vejo sinais em meu rosto que eu não tinha há dois anos. Eu percebi, também, o quando eu mesmo me boicoto e às vezes me acho um Zé ninguém que é alguém. É estranho perceber que eu mesmo posso ser o meu pior inimigo! Para o ano que vem, quero ser menos mal comigo mesmo, aceitar meu jeito diferente de falar, meu jeito de gostar. Quero ser meu camarada. O que mais levo de especial nesse ano que está terminando é a sensação perfeita de estar no caminho certo, isso é muito gostoso. Eu sinto em mim uma capacidade grande de estabelecer vínculos logo de cara, as pessoas vão com minha cara muito fácil, fico contente com isso, pois percebo que posso ser aceito sendo exclusivamente eu. Outras coisas: sou pisciano, avoado e odeio acordar cedo... sempre chego atrasado. Eu realmente preciso de disciplina! Em resumo, esse ciclo se fecha, 5 anos de faculdade, 5 anos me desafiando a fazer coisas que me causam ansiedade, 5 anos que  mudaram minha vida e meu jeito de lidar com as coisas. Eu amo viver.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Espelho meu!


E tenho aprendido a importância de me olhar no espelho. Mas não qualquer espelho, este tem que estar repleto de verdades. O reflexo me leva a reflexão. Ao me levantar com cara amarrada, afinal detesto acordar cedo, corro para o espelho. É claro que me assusto com o que vejo, esta marca de expressão não estava ali ontem de manhã, ou estava e nem percebi? Isso não importa! Ao escovar meus dentes me preocupo se a pasta dental irá deixá-los suficientemente brancos para exalar um sorriso radiante as pessoas que irei encontrar ao longo do dia, a embalagem promete isso. Meus cabelos já nem brigo mais, não adianta, ao olhá-los no espelho eles parecem me dizer que tem vida própria. Lavo meu rosto, e é boa a sensação de sentir a água fria tocando minha pele, me causando alguma sensação. Sentir a água gélida da manhã me desperta, me incomoda, me faz vivo. Só então, depois de me olhar novamente no espelho e perceber os castanhos claros de meus olhos, é que me sinto pronto para sair de casa. Só ali olhando para mim e mais ninguém eu vejo o que é invisível em outros momentos do dia, a vida que há em mim.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Alegrias e Trevas

E vou tentando chegar. Onde não sei exatamente, mas tenho um profundo desejo de estar lá!
Como todos os dias, bem sei que já foram tantos, vou me constituindo em minhas relações. Me refiro as relações sociais... quanto as relações comigo mesmo, tenho que aperfeiçoá-las. Chegar a me conhecer plenamente é relevante, mas não exatamente possível. O que fazer se eu mudo sem deixar de ser eu mesmo?
Vou mudando, e rapidamente! Mas ainda continuo gostando de bolo de chocolate e sorvete com bastante castanha de cajú. Lembro-me de já gostar aos 8 anos de idade. Então, vou me descobrindo afável, romântico, sonhador e idealizador. Só que não demonstro isso! Isso é meu, não quero que me roubem. Se me faz bem fugir dos holofotes eu já não sei. Eu nunca acreditei em signos nem em macumba. Mas a descrição do pisciano se aplica bem a mim. Vivo no mundo próprio, lá eu me refugio... mas não gosto de monotonia, então eu fujo constantemente do mundo idealizado em busca da realidade. Me descubro relapso e romântico, mas eu não quero ser romântico. Vai ver é por isso que sou, pois na vida são tantas as contradições e contrariedades!
Gostar de mim? Isso já é pessoal.
Mas não duvido em dizer: EU GOSTO DE MIM. Eu me abraço, me beijo, me toco...
Sinto que tenho muito a conhecer, pois estou sempre variável, em plena constituição.
Quando eu me conheço um pouco mais, é exatamente aí que eu me desconheço.

Das minhas alegrias e trevas só eu entendo!

domingo, 23 de janeiro de 2011

De ponte em ponte

O que é sólido um dia foi líquido. É só disso que sei, ou talvez, seja só o que quero saber no momento. Crenças abaladas e valores quebrados. O ser humano muitas vezes desumano passa constantemente por crises. Existenciais, maturacionais, financeiras, amorosas... são várias as tipologias. Isso parece (mas não é) necessariamente ruim. Entrar em crise significa sair de uma zona de conforto e adentrar em uma zona duvidosa/desconhecida. Se percebe então que o certo pode ser incerto ou muitas vezes errado. O errado, por sua vez, dependendo do contexto pode ser o mais certo a se fazer. Entrar em crise é não sentir o chão por algum tempo. Não sentir não significa perdê-lo. A vida , querendo ou não, é construída  sobre pontes que nos sustentam mas que em determinado momento não suportam mais o peso de nossa existência. Elas caêm e ficamos sem alicerce, porém depois elas são construídas novamente e vamos seguindo nossas vidas, de Ponte em Ponte.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Saudades...


Como são bons certos momentos da vida.
Vida cheia de momentos, é assim com todos, ou pelo menos deveria ser!
Existem lembranças que eu gostaria tanto que acontecesse novamente, uma delas,
eu lembro todo dia, afinal me marcou profundamente. Nada posso fazer, já faz parte de mim!
Assistir filme deitado na cama com quem se gosta, abraçadinho e perceber aquele olhar advindo de um rosto sonolento pedindo carinho. Isso é inesquecível. 
Também existem momentos que  mesmo se acontecerem de novo, não serão do mesmo jeito como um dia ocorreram. Não digo que serão melhores ou piores, só serão peculiares.
Vida sentida é vida vivida. 
Momentos mágicos eu tenho vivido últimamente, e tenho aprendido com eles também. Aprendido que eu não posso vivê-los de novo, não posso retroceder e viver tudo sem mudar nada. Mas de que adiantaria?
Nada.
Bem sei que a vida acontece no aqui e agora. 
Melhor é sentir saudades de momentos maravilhosos , mesmo eles não existindo em minha realidade atual, do que não ter vivido situações merecedoras de saudades. E se eu lembro com tanto carinho, é porque foi bom!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Talvez

Incertezas. Era o que Ele pensava, mas não poderiam ser certezas incertas também?
Era exigir demais, esse tipo de reflexão não cabia no momento.
Mais uma vez os acontecimentos que antes eram sólidos se tornaram líquidos.
Derreteram mesmo, apesar de ainda poderem se solidificar.
Então se conheceram, mais que isso, se envolveram.
Eles se amaram, eram amantes, amigos e namorados também. Mas o terreno não era seguro,
parecia se mover rápido demais, desestabilizando assim, quem sobre ele estivesse.
Como era bom os carinhos e os abraços que eles compartilhavam um com o outro! Isso ainda existe, e existe porque está vivo. Tudo guardado em forma de lembranças.
Mas o ritmo de um era diferente do outro, pura artimanha do destino, que muitas vezes parece não colaborar nenhum pouco, ou talvez colabore até demais e não é reconhecido.  Um queria amar, e este quando ama é intensamente, enquanto o outro queria só ficar, afinal acabara de sair de um relacionamento longo, há pouco tempo. Os objetivos não eram os mesmos, e essa frase é carregada de sentido!
Meu ritmo não é o seu, o que eu quero não é o que você quer, é basicamente isso!
Não se pode acorrentar o coração de  ninguém.
Talvez se eles tivessem se conhecido em outro momento, ano que vem, ou na próxima década quem sabe, tudo teria sido diferente.
A aprendizagem fica no sentido de que amar alguém não é suficiente para manter uma relação. Ninguém vive só de amor... talvez Eles tanham muito que aprender um com o outro.
Talvez  aprendizagem seja a palavra para descrever  4 meses de relacionamento.
Talvez...


terça-feira, 5 de outubro de 2010

(Des)construção

Sentir.
Talvez nada pode ser tão perigoso,
do que sentir.
Meio termo não se aplica ao sentimento.
É leve e suave, ou devastador como um furacão.
Eu quero, quero muito que tudo fique bem entre nós.
Estou aprendendo.
Não importa o quão inseguro você está,
Não importa como foram seus relacionamentos antes de mim,
podemos Desconstruir tudo e depois construir de novo.
Construir uma realidade para nós. Só para nós.
Ninguém poderá entrar nela, é Nossa!
Essa construção é mútua, só terá fim quando deixarmos de ser
rascunho e passarmos a ser arte final, no leito de morte.
Vamos Construir ?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Há razão na loucura!

É eu sei.
Só não consigo entender.
Sou prolixo, que nem minha alma também é.
Mente, alma, psiquê... seja lá o nome que se deseja dar,
eu tenho!
Tenho tudo isso, no vazio intangível do meu ser.
É vazio, mas existem espectros lá.
Esquizofrênia, não!
Complexos, talvez!
Loucura, sim!
Os loucos são aqueles que dizem não ao convencional
e partem por caminhos desconhecidos.
Eles descobrem, (des)constroem, provam que o impossível é só
questão de opinião mesmo.
Ser normal é se enquadrar em algo pré-definido por pessoas que nem
me conheceram, não sabiame do que gosto e nem do que preciso.
Então sou louco?
Bem menos do que gostaria de ser.
Queria mesmo ousar mais, me lançar...
e ver até onde consigo chegar!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Decifra-me


E o que era pra ser. Ainda é um pode ser, e talvez logo não será!
Ele não sabia, talvez não quisesse, embora sabia que queria. Mas igualmente incerto,
que nem o dia de amanhã, Ele se encontrava.
Aquela angústia, maldita angústia que fincara no peito, queria sair. Se libertar em forma
de um choro, sem lágrimas, mas é um choro! Um choro de alma, talvez do coração! Mas o coração chora? Pensava Ele. Não entendia, mas sabia. A saudade era tanta que beirava ao insuportável. Aquela pessoa que a tão pouco tempo conhecia, já havia conquistado um espaço maior do que se podia dar! O coração que antes era de pedra, ainda assim continua. Mas é uma pedra que bate, que pulsa e como pulsa! As vezes até dispara. Não o peça para se explicar, Ele não vai conseguir! Explicações não podem traduzir algo que é novo, e é novo porque antes nunca fora sentido, não de forma tão intensa. É um terreno tão lindo que Ele se jogaria de ponta cabeça, mas o medo de quebrar o pescoço o impede, o paralisa. É um misto de sensações, talvez uma invenção delas! Mas era. Existia. E existia porque Ele sentia. Seria amor? Ele não sabia, e nem queria saber. Bastava só sentir! E estava sentindo. Tanto que era até perigoso. Mas o jeito de ser dele parece que atrapalhava, um braço era curto demais. Não se ajeitava! Ou pelo menos achava que não. Sua forma de ser era deveras única, como todos os corpos também o são. Era meigo, doce e sensível, mas ao mesmo tempo era tão rude e inacessível! Talvez estivesse se descobrindo. É deve ser isso, Ele estava se construíndo. Talvez fosse um rascunho, cuja arte final só estaria pronta no leito de morte. Daí não existiria mais, ou não? Talvez depois de pronto Ele fosse morar no céu, ao lado de Madre Teresa e São Francisco. Mas agora, enquanto rascunho, Ele só sabia que Ele sentia, e isso já estava de bom tamanho. De poucas palavras, Ele fere facilmente! Mas tem bom coração, isso tem. Parece que a capacidade de odiá-lo estava intrinsicamente ligada a habilidade de amá-lo. Ele sabia perdoar, sabia respeitar a vida de outros seres que como Ele, eram humanos. Mas era irritável também, sempre sentindo. Não parava de sentir! Até onde isso chegaria? O sentimento se tornava verbal, as palavras proferidas nem sempre eram aquelas que queriam ser ouvidas. Mas de uma coisa Ele não se arrependera, de ser sincero! Foi sentindo que Ele resolveu dizer: " Não consigo decifrá-lo, e isso me irrita. Prefiro me afastar de você".

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

(A)prendendo


Sou livre, mas tenho que colocar grades em minhas janelas.
Sou livre, mas simbolicamente a prisão armou sua tenda ao lado, muito próxima a mim.
Aprendi que a liberdade para muitos é mito!
Estou aprendendo que a liberdade pode ser a destruição de seres que sem a base de valores e normas sociais, ficam sem chão.
Não conseguem se estabilizar sem um referencial!
Agora só as grades em minhas janelas não bastam, tenho também, cerca elétrica em todo arredor de minha casa.
Mas ainda não me sinto seguro. Faltam ainda as câmeras de vigilância e um segurança pessoal.
Dia desses vi um policial a prender um sujeito na rua, perto de casa. Ele vai para um lugar com muita vigilância, cerca elétrica, câmeras e grades. Esse lugar, por incrível que pareça, não é a minha casa.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vida!


Uma palavra que fala por si. Carrega tantos sentidos que, na tentativa de decifrá-los se tornam quase indecifráveis. Um falar inaudível, um audível falado. É tão bela e sublime, um quase subliminar.
É vida. Nada mais!
É multifacetada, não por conter várias facetas, mas por suportar tamanha variedade de expressão.
Independente de como é concebida, não deixa de ter vida aquele que com ela nasceu. Deixa de ter consciência da existência, o que impede de sentir. Vida que não é sentida não é vivida.
Alegria é perene, um dia ela passa, mas deixa lembranças que a fazem voltar, como uma boa filha volta a sua casa, ou seja, a vida das pessoas.
Vida também é luta. Sou um guerreiro sem armas de fogo, mas com uma chama ardente motivadora dentro de mim. Nada de espadas, escudos ou arpões. As cores são excelentes aliadas, são elas que fazem a magia acontecer. Tem o poder de fazer do cotidiano um espetáculo. Todos os dias o mesmo palco, mas nunca com o mesmo enredo.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Iniciado na vida


Tudo já estava construído.
Desde o ventre materno as pessoas já são influenciadas.
Definiram tudo, mas (quem) definiram?
Outros de mim, mas que não são eu.
Somos da mesma espécie, eu e os outros, mas não temos a mesma história de vida.
Quem foi o "dono da razão" ao dizer que meninos devem gostar de futebol só porque
nasceram com a genitalia masculina?
E quanto as meninas, para se sentirem bem é necessário obter aquele liso perfeito no cabelo.
Para muitas é um castigo divino terem nascido com cabelos cacheados!
Tudo construído, tudo invenção!
Meninos não tem que jogar bola se não quiserem,
Meninas não precisam usar cabelos lisos para serem belas.
Tudo é alienação.
Sou um iniciado na vida, que nem a Lóri, aquela que quando nasceu já era alienada.
Mas não só ela.
quando nasci e me deram um nome, do qual nem pude escolher,
me alienaram de mim.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Meus devaneios de hoje

Já quis viver por uma eternidade.
Hoje, só um dia, já me basta!
Ilusão. Nada além de ilusão e prentenção.
Afinal por onde andava a lógica de minha existência
quando usei a palavra 'eternidade' ?
Algo é eterno.
Mas como saber o que é algo e a que eterno se aplica?
Ando meio confuso.
Posso ser exatamente o que não quero ser: romântico.
Meus amores, me enamoram!
Gosto de conhecer pessoas.
São vidas, histórias, delícias e sabores!
Nenhum ingrediente é igual.
Mas não me julgue pelo que escrevo, caro leitor.
Essas palavras resultam de altas doses de Cortisol.
Posso parecer rude e seco, mas parecer não é ser.
Não cabe a mim ser coerente o tempo todo em um mundo cheio de
incoerências.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Perigosas Palavras


Olhe de novo. Consegue me ver?
Olhe mais um pouco, mas não muito.
Instantes podem ter a mesma intensidade que as 24 horas que compõe o ciclo entre o dia e a noite.
Tente enxergar além.
Além do corpo, dos suspiros...
além da alma.
Reflito sim, nunca tente me tirar esse hábito.
Até porque nunca iria conseguir!
Perceba que sou real.
Sou composto. Sou misto. Sou vivo!
Bilhões de células, neurônios demais.
Pensamentos nem sempre funcionais,
aliados as minhas experiências de vida me fazem único.
Passa o tempo e me torno adulto.
Mas o menino que há em mim grita.
Ele gritaaaaa
Tão alto que assusta os vizinhos a noite.
Não quero calá-lo. Quero entender o que ele tem a dizer!
Bom filho de falante que sou, uso as palavras a meu favor.
Embora, as vezes, eu tenha a sensação de ser enganado por elas.
Já não sei mais quem comanda.
Sou dominante, sou submisso.
Palavras, perigosas palavras!
Entre as linhas, muitas vezes dispersas e tortuosas, posso caminhar.
De passos lentos, para apreciar a paisagem, vou indo.
Palavras.
Ou domino elas,
ou dominado serei eu!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Me leva!

VOCÊ deixou,
não tive escolha.
Tive que partir.
Passei por caminhos desconhecidos.
A nostalgia me consumiu.
A culpa é sua, toda sua!
Palavras não ditas, sentimentos recalcados.
Ontem estive do seu lado.
Te ofereci o que você nunca mais poderá encontrar em outro alguém.
Segredo nosso, viu?
Meu e seu.
Eu realmente gostei do seu beijo.
Digo mais,
nessa hora seu silêncio era oportuno.
Meu corpo respondia a seus estímulos.
Falava.
Gritava.
Pulsava.
...

Agora fui e não sei como voltar.
Quer saber ou reafirmar o que eu tinha para lhe oferecer?
Me alcance, pois voltar eu não volto!
Será fácil me achar. Deixei migalhas de pão pelo caminho.
Chegue logo, não demore tanto assim!
Pegue em minha mão e seguiremos juntos.
Se a distância só aumentar poderá nunca mais me encontrar.
Estou ficando mais velho, preciso caminhar.
Estou indo rumo a felicidade.
Anjo da guarda,
se me achar caído pelo caminho:
Me leva,
Me leva,
Me leva.

domingo, 25 de abril de 2010

Reflexo



Olhar atento.
Penetrando a penumbra visualizada.
Essa mancha está em mim ou
será que o espelho ainda não foi limpo?
Nem ligo.
Existem impurezas em mim.
Herança da neurose ou não,
não posso fazer muita coisa.
Percepções, acepções e interpretações.
O passado como um filme,
eu como expectador.
Posso vê-lo em fragmentos diante de mim,
passando, passando...
Pretérito imperfeito.
Passado do presente.
Meus olhos me fitam. Eles ficam tão bonitos com o reflexo do sol.
Iluminados.
Castanhos claros, beirando a cor de mel.
São mesmo meus?
Sou feio,
Sou bonito.
Tudo é uma questão de opinião.
Assertivas palavras me permitem dizer.
Diferente de ontem,
hoje olho no espelho
e gosto do que vejo!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eu's


Gosto de escrever.
Escrevo porque gosto!
As palavras traduzem, dizem e expressam o que sinto.
No mundo das letras são tantas as possibilidades.
Sem restrições ou aversões. Posso ser o que eu quiser.
Fantástico, não?
Fernando Pessoa criou três heterónimos.
Ricardo Reis, um vago moreno mate disse:

"Tenho mais almas que uma.
Há mais eus do que eu mesmo.
Existo todavia
Indiferente a todos.
Faço-os calar: eu falo. "

Inspirado em seus versos me arrisco a dizer,
posso ser vários mesmo sendo um.
Sou um, sou tantos.
As vozes que ecoam dentro de mim,
não abafam minha voz.
Quero me aventurar em lugares desconhecidos.
Os versos me convidam a isso.
Escrever é me expressar de peculiar maneira.
As letras tem significados prolixos. Elas são liberdade!
Externalizo o que quero e desconto tudo no papel.
É inevitável dizer que a escrita me faz bem.
Escrever me leva a pensar.
Pensar me leva a sentir.
Sentir me leva a ter certeza que existe vida dentro de mim.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Puro existencialismo


Existir.
São tantas as coisas que existem.
Mundos de cada um.
Sol e lua de todos.
Alegrias de alguns.
Melancolias de muitos.
Tudo isso existe.
Mas a existência é coexistência!
Meio que dependência.
Uma rede onde as nuances encontram lugar propício para se instalarem.
O mundo só existe como tal, porque existem seres para dar representação a ele.
Mas não se iludam.
Os seres só existem, porque há um mundo onde eles podem viver.
Tem o dia,
porque tem a noite!
Tem o mal,
porque tem o bem.
O que seria da rosa sem o vermelho vivo que a torna deslumbrante?
A chuva não seria a mesma sem o cheirinho de terra molhada. Não para mim.
Eu existo... Tú existe... e NÓS
Existimos.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Amo-te



Amor, luz, desejo.
O que é o amor?
Desconheço.
Risos, poesias, lágrimas.
Pouco se sabe, muito se diz saber.
Projeção...
Amamos o outro ou a sensação de estar apaixonado?
Querer, saber, prazer.
Espera-se muito do outro.
Romantismo...
Melhor seria uma fusão completa com a pessoa amada.
Amor perfeito?
Na dúvida, melhor duvidar.
Alegria,
não está no outro e sim em você mesmo.
Ser feliz,
é uma escolha, como tudo na vida. Então todas as consequências de seus atos são somente de sua inteira responsabilidade.
Trevas e dúvidas,
quem não as tem dentro de si ?
Verdade,
nem única nem universal, apenas é subjetiva.
Amor, paixão, ilusão.
Reciprocidade.
Ama-me?
Então talvez, Amo-te também.