O que é sólido um dia foi líquido. É só disso que sei, ou talvez, seja só o que quero saber no momento. Crenças abaladas e valores quebrados. O ser humano muitas vezes desumano passa constantemente por crises. Existenciais, maturacionais, financeiras, amorosas... são várias as tipologias. Isso parece (mas não é) necessariamente ruim. Entrar em crise significa sair de uma zona de conforto e adentrar em uma zona duvidosa/desconhecida. Se percebe então que o certo pode ser incerto ou muitas vezes errado. O errado, por sua vez, dependendo do contexto pode ser o mais certo a se fazer. Entrar em crise é não sentir o chão por algum tempo. Não sentir não significa perdê-lo. A vida , querendo ou não, é construída sobre pontes que nos sustentam mas que em determinado momento não suportam mais o peso de nossa existência. Elas caêm e ficamos sem alicerce, porém depois elas são construídas novamente e vamos seguindo nossas vidas, de Ponte em Ponte.
domingo, 23 de janeiro de 2011
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Saudades...
Como são bons certos momentos da vida.
Vida cheia de momentos, é assim com todos, ou pelo menos deveria ser!
Existem lembranças que eu gostaria tanto que acontecesse novamente, uma delas,
eu lembro todo dia, afinal me marcou profundamente. Nada posso fazer, já faz parte de mim!
Assistir filme deitado na cama com quem se gosta, abraçadinho e perceber aquele olhar advindo de um rosto sonolento pedindo carinho. Isso é inesquecível.
Também existem momentos que mesmo se acontecerem de novo, não serão do mesmo jeito como um dia ocorreram. Não digo que serão melhores ou piores, só serão peculiares.
Vida sentida é vida vivida.
Momentos mágicos eu tenho vivido últimamente, e tenho aprendido com eles também. Aprendido que eu não posso vivê-los de novo, não posso retroceder e viver tudo sem mudar nada. Mas de que adiantaria?
Nada.
Bem sei que a vida acontece no aqui e agora.
Melhor é sentir saudades de momentos maravilhosos , mesmo eles não existindo em minha realidade atual, do que não ter vivido situações merecedoras de saudades. E se eu lembro com tanto carinho, é porque foi bom!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Talvez
Incertezas. Era o que Ele pensava, mas não poderiam ser certezas incertas também?
Era exigir demais, esse tipo de reflexão não cabia no momento.
Mais uma vez os acontecimentos que antes eram sólidos se tornaram líquidos.
Derreteram mesmo, apesar de ainda poderem se solidificar.
Então se conheceram, mais que isso, se envolveram.
Eles se amaram, eram amantes, amigos e namorados também. Mas o terreno não era seguro,
parecia se mover rápido demais, desestabilizando assim, quem sobre ele estivesse.
Como era bom os carinhos e os abraços que eles compartilhavam um com o outro! Isso ainda existe, e existe porque está vivo. Tudo guardado em forma de lembranças.
Mas o ritmo de um era diferente do outro, pura artimanha do destino, que muitas vezes parece não colaborar nenhum pouco, ou talvez colabore até demais e não é reconhecido. Um queria amar, e este quando ama é intensamente, enquanto o outro queria só ficar, afinal acabara de sair de um relacionamento longo, há pouco tempo. Os objetivos não eram os mesmos, e essa frase é carregada de sentido!
Meu ritmo não é o seu, o que eu quero não é o que você quer, é basicamente isso!
Não se pode acorrentar o coração de ninguém.
Talvez se eles tivessem se conhecido em outro momento, ano que vem, ou na próxima década quem sabe, tudo teria sido diferente.
A aprendizagem fica no sentido de que amar alguém não é suficiente para manter uma relação. Ninguém vive só de amor... talvez Eles tanham muito que aprender um com o outro.
Talvez aprendizagem seja a palavra para descrever 4 meses de relacionamento.
Talvez...
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Minimalismo
Essa semana, enquanto voltava de uma viagem a minha cidade natal, dentro do ônibus eu observava a paisagem pela janela. Sempre gosto de me sentar próximo a janela! O clima estava perfeito, e a poucas coisas gosto de atribuir a palavra perfeito. Podia sentir o vento, uma brisa suave e gélida batendo em meu rosto, bagunçando meu cabelo, e me fazendo ter certeza de que existe vida dentro de mim. Foi então que comecei a refletir sobre alguns aspectos de minha vida, de como me faz bem apreciar coisas simples, digo simples de verdade, de um minimalismo tão grande que se torna invisível aos olhos de muitas pessoas. E não deveria! Lembrei de como era bom os banhos de chuva que eu tomava na infância, de como era bom comer o resto de bolo de chocolate que sobrava, o quanto a natureza me faz bem. Esses momentos Meus, de mim para mim mesmo são essenciais para minha existência, sou um ser sociável logicamente, mas extremamente necessitado de Momentos de solidão. Dos meus momentos eu não abro mão. Olhando as nuvens me perdi numa infinitude de formas e cores, o crepúsculo se aproximava, e o espetáculo parecia não ter fim. Minhas palavras nesse momento me fazem lembrar de Clarice Lispector e sua forma peculiar de abordar assuntos existenciais, tão simples e obvios que tocam qualquer leitor. Adoro quando ela diz que o óbvio é a verdade mais difícil de ser enxergada. E aquilo tudo para mim era obvio, era simples... mas era incrível.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
(Des)construção
Sentir.
Talvez nada pode ser tão perigoso,
do que sentir.
Meio termo não se aplica ao sentimento.
É leve e suave, ou devastador como um furacão.
Eu quero, quero muito que tudo fique bem entre nós.
Estou aprendendo.
Não importa o quão inseguro você está,
Não importa como foram seus relacionamentos antes de mim,
podemos Desconstruir tudo e depois construir de novo.
Construir uma realidade para nós. Só para nós.
Ninguém poderá entrar nela, é Nossa!
Essa construção é mútua, só terá fim quando deixarmos de ser
rascunho e passarmos a ser arte final, no leito de morte.
Vamos Construir ?
Talvez nada pode ser tão perigoso,
do que sentir.
Meio termo não se aplica ao sentimento.
É leve e suave, ou devastador como um furacão.
Eu quero, quero muito que tudo fique bem entre nós.
Estou aprendendo.
Não importa o quão inseguro você está,
Não importa como foram seus relacionamentos antes de mim,
podemos Desconstruir tudo e depois construir de novo.
Construir uma realidade para nós. Só para nós.
Ninguém poderá entrar nela, é Nossa!
Essa construção é mútua, só terá fim quando deixarmos de ser
rascunho e passarmos a ser arte final, no leito de morte.
Vamos Construir ?
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Ideal da Felicidade
Em nossa cultura há tantas questões incoerentes. Há um tempo, as campanhias publicitárias vem tentando vender o ideal de felicidade. Será isso mesmo possível? O controle que as grandes empresas tem sobre a sociedade é tão grande que parece um roteiro de ficção com padrões Hollywoodianos. Se qualquer pessoa olhar em volta percebe facilmente que não se pode mais estar triste. Sim, digo 'estar' triste e não 'ser' triste. As pessoas tem que demonstrar o tempo todo que estão bem e felizes. Hipocrisia pura!
Ninguém é feliz o tempo todo. Todo ser humano tem momentos de agonia, tristeza, vontade de chorar....
O meio social instala a crença de que qualquer tristeza já é Depressão. Será por isso que a Depressão se torna cada vez mais popular? Tenho certeza que todos nós já conhecemos ou convivemos com alguém que diz (ou disseram pra ele) ter esse transtorno psicológico. A felicidade é muito relativa, cabe a cada um encontrar o que lhe faz bem, a curto e longo prazo. Não é "abrindo a felicidade" que tem dentro da Coca-Cola que você vai ser feliz, no máximo o consumo exagerado da Felicidade da Coca vai te deixar com gastrite. As pessoas podem e precisam estar sozinhas, se sentir angustiadas as vezes, sentir triste mesmo. A pílula da felicidade não existe e se sentir perdido pode ser o primeiro passo para se encontrar.
Ninguém é feliz o tempo todo. Todo ser humano tem momentos de agonia, tristeza, vontade de chorar....
O meio social instala a crença de que qualquer tristeza já é Depressão. Será por isso que a Depressão se torna cada vez mais popular? Tenho certeza que todos nós já conhecemos ou convivemos com alguém que diz (ou disseram pra ele) ter esse transtorno psicológico. A felicidade é muito relativa, cabe a cada um encontrar o que lhe faz bem, a curto e longo prazo. Não é "abrindo a felicidade" que tem dentro da Coca-Cola que você vai ser feliz, no máximo o consumo exagerado da Felicidade da Coca vai te deixar com gastrite. As pessoas podem e precisam estar sozinhas, se sentir angustiadas as vezes, sentir triste mesmo. A pílula da felicidade não existe e se sentir perdido pode ser o primeiro passo para se encontrar.
Do curta-metragem Estrada, com direção de Jorge Furt.Vou caminhar e me deprimir. Eu tô louco pra ficar triste. Eu nunca posso — tem sempre alguém do meu lado que merece ficar triste mais do que eu. Agora que tá todo mundo bem, eu vou aproveitar e me deprimir. Mas vocês não se preocupem, é coisa de uma hora só, no máximo. Eu caminho pelo mato. Me deprimo. Aí deito deprimido, durmo deprimido e acordo morto de fome.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Há razão na loucura!
É eu sei.
Só não consigo entender.
Sou prolixo, que nem minha alma também é.
Mente, alma, psiquê... seja lá o nome que se deseja dar,
eu tenho!
Tenho tudo isso, no vazio intangível do meu ser.
É vazio, mas existem espectros lá.
Esquizofrênia, não!
Complexos, talvez!
Loucura, sim!
Os loucos são aqueles que dizem não ao convencional
e partem por caminhos desconhecidos.
Eles descobrem, (des)constroem, provam que o impossível é só
questão de opinião mesmo.
Ser normal é se enquadrar em algo pré-definido por pessoas que nem
me conheceram, não sabiame do que gosto e nem do que preciso.
Então sou louco?
Bem menos do que gostaria de ser.
Queria mesmo ousar mais, me lançar...
e ver até onde consigo chegar!
Só não consigo entender.
Sou prolixo, que nem minha alma também é.
Mente, alma, psiquê... seja lá o nome que se deseja dar,
eu tenho!
Tenho tudo isso, no vazio intangível do meu ser.
É vazio, mas existem espectros lá.
Esquizofrênia, não!
Complexos, talvez!
Loucura, sim!
Os loucos são aqueles que dizem não ao convencional
e partem por caminhos desconhecidos.
Eles descobrem, (des)constroem, provam que o impossível é só
questão de opinião mesmo.
Ser normal é se enquadrar em algo pré-definido por pessoas que nem
me conheceram, não sabiame do que gosto e nem do que preciso.
Então sou louco?
Bem menos do que gostaria de ser.
Queria mesmo ousar mais, me lançar...
e ver até onde consigo chegar!
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