Páginas

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vida!


Uma palavra que fala por si. Carrega tantos sentidos que, na tentativa de decifrá-los se tornam quase indecifráveis. Um falar inaudível, um audível falado. É tão bela e sublime, um quase subliminar.
É vida. Nada mais!
É multifacetada, não por conter várias facetas, mas por suportar tamanha variedade de expressão.
Independente de como é concebida, não deixa de ter vida aquele que com ela nasceu. Deixa de ter consciência da existência, o que impede de sentir. Vida que não é sentida não é vivida.
Alegria é perene, um dia ela passa, mas deixa lembranças que a fazem voltar, como uma boa filha volta a sua casa, ou seja, a vida das pessoas.
Vida também é luta. Sou um guerreiro sem armas de fogo, mas com uma chama ardente motivadora dentro de mim. Nada de espadas, escudos ou arpões. As cores são excelentes aliadas, são elas que fazem a magia acontecer. Tem o poder de fazer do cotidiano um espetáculo. Todos os dias o mesmo palco, mas nunca com o mesmo enredo.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Iniciado na vida


Tudo já estava construído.
Desde o ventre materno as pessoas já são influenciadas.
Definiram tudo, mas (quem) definiram?
Outros de mim, mas que não são eu.
Somos da mesma espécie, eu e os outros, mas não temos a mesma história de vida.
Quem foi o "dono da razão" ao dizer que meninos devem gostar de futebol só porque
nasceram com a genitalia masculina?
E quanto as meninas, para se sentirem bem é necessário obter aquele liso perfeito no cabelo.
Para muitas é um castigo divino terem nascido com cabelos cacheados!
Tudo construído, tudo invenção!
Meninos não tem que jogar bola se não quiserem,
Meninas não precisam usar cabelos lisos para serem belas.
Tudo é alienação.
Sou um iniciado na vida, que nem a Lóri, aquela que quando nasceu já era alienada.
Mas não só ela.
quando nasci e me deram um nome, do qual nem pude escolher,
me alienaram de mim.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Vida Moderna


Hoje apresentei com outras duas amigas um trabalho na faculdade sobre a ansiedade. Sendo o intuito do blog abordar questões vivenciadas por qualquer ser humano, resolvi falar um pouco do que aprendi. A vida moderna trouxe inumeras facilidades e vantagens as pessoas. A tecnologia, por exemplo, pode ser usada para aproximar os individuos, facilitar atividades cotidianas, tratar e até mesmo prevenir doenças. Qual o preço a pagar? Simplesmente pessoas cada mais atarefadas, vivendo em um ritmo corrido e extremamente estressante. Se pensarmos bem, a vida moderna não nos oferece estabilidade. Para ter acesso a tecnologias de ponta, serviços básicos de qualidade, escola, lazer e cultura é necessário ter poder aquisitivo para isso. O sistema ao qual pertence nosso país precisa da desigualdade para se manter (por isso tantas classes socias que geram a desigualdade), afinal uma empresária bem sucedida precisa de alguém menos favorecido para fazer o trabalho doméstico. Exatamente aí que se pode entender o porque de tantos casos de ansiedade na sociedade moderna contemporânea. As pessoas com alto poder aquisitivo precisam trabalhar em um ritmo agitado para manter seu padrão de vida, enquanto os menos favorecidos precisam trabalhar em um ritmo frenético para alcançar os objetivos. A qualquer momento as pessoas podem ser demitidas, ou substituídas por outras, em casos de doenças. E o ritmo não para... o sistema capitalista continua funcionando, fazendo de tudo para cada vez criar necessidades que levam as pessoas a consumir sempre mais. Staats (1966) adverte que a ansiedade é um estado emocional normal e necessário a sobrevivência de todo ser vivo, pois o adverte ao cumprimento de algumas funções ordenadas da vida... O que o autor quer dizer é que a ansiedade assim como o estresse, não são necessariamente ruins. A ansiedade é adaptativa, o que significa que poderá levar o indivíduo a enfrentar a situação temida e superá-la. O estresse é provocado pela interação de estímulos externos com o emocional da pessoa. Quando algum estímulo é considerado aversivo o organismo ativa o Sistema Nervoso Autônomo Simpático. Os efeitos são conhecidos por todos: sudorese, taquicardia, enjoo, vômitos, visão turva, tonturas.... Os músculos do corpo se enrigessem, ficam tensos. Tudo isso acontece porque o organismo identifica alguma situação como sendo perigosa, e ativa mecanismos para que o indivíduo possa fugir ou lutar (por isso os batimentos cardíacos aumentam e os músculos endurecem). Essas sensações serão sentidas, vez ou outra, por todas as pessoas. Entretanto é necessário controlar o nível de estresse e ansiedade, pois a frequência alta desses sintomas podem levar a quadros patológicos. Existem técnicas muito eficazes que podem fazer o Sistema Nervoso Simpático amenizar o seu funcionamento, fazendo a pessoa entrar em estado de relaxamento. Algumas delas são: respiração diafragmática ( eu uso e aprovo!), Parada de Pensamento, e diversos tipos de relaxamento. A vida moderna não é fácil, exige muito da gente. Então, caro leitor, procure sempre formas alternativas de se sentir bem. Você não é uma máquina, mas precisa de cuidados! Um bom psicólogo pode auxiliá-lo nessa tarefa.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dança Moderna



"Dançar é sentir, sentir é sofrer, sofrer é amar... Tu amas, sofres e sentes. Dança!"

Com a intensidade das palavras de Isadora Duncan trago a vocês, queridos leitores, uma sutil introdução a dança moderna. A dança clássica era a maior expressão corporal existente. Encantava multidões com sua elegância em técnicas de elevação, equilíbrio, harmonia e graça. Com o surgimento da dança moderna ocorreu um rompimento com o clássico, sendo assim os movimentos preexistentes foram " deixados de lado". Esse estilo de dança busca expressar o cotidiano das pessoas, considerando seu contexto sociocultural e afetivo. O dançarino moderno deve exercitar técnicas de contração e relaxamento muscular, buscando sentir cada movimento de seu corpo. Dançar com consciência, teatralizar o sentimento. Transformar a melodia musical em expressão corporal. François Delsarte, um dos precursores da dança moderna, constata em suas observações que há emoção ligada em cada movimento. Surge então a chave da dança moderna: A intensidade do movimento comanda a intensidade do gesto. Isadora Duncan se inspirava na natureza podendo senti-la e se transformar em elementos da mesma. Uma frase dessa graciosa bailarina me encantou: "A dança é expressão de sua vida pessoal". O praticante de dança moderna segundo Martha Graham deve durante as aulas exercitar a respiração, pois saber respirar influencia a forma como os movimentos serão expressados ao público. Os bailarinos modernos são inteiramente compostos de emoção, espírito, coração e mente.
Sinta a vida, transmita sensações, se expresse. Dance!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Meus devaneios de hoje

Já quis viver por uma eternidade.
Hoje, só um dia, já me basta!
Ilusão. Nada além de ilusão e prentenção.
Afinal por onde andava a lógica de minha existência
quando usei a palavra 'eternidade' ?
Algo é eterno.
Mas como saber o que é algo e a que eterno se aplica?
Ando meio confuso.
Posso ser exatamente o que não quero ser: romântico.
Meus amores, me enamoram!
Gosto de conhecer pessoas.
São vidas, histórias, delícias e sabores!
Nenhum ingrediente é igual.
Mas não me julgue pelo que escrevo, caro leitor.
Essas palavras resultam de altas doses de Cortisol.
Posso parecer rude e seco, mas parecer não é ser.
Não cabe a mim ser coerente o tempo todo em um mundo cheio de
incoerências.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Perigosas Palavras


Olhe de novo. Consegue me ver?
Olhe mais um pouco, mas não muito.
Instantes podem ter a mesma intensidade que as 24 horas que compõe o ciclo entre o dia e a noite.
Tente enxergar além.
Além do corpo, dos suspiros...
além da alma.
Reflito sim, nunca tente me tirar esse hábito.
Até porque nunca iria conseguir!
Perceba que sou real.
Sou composto. Sou misto. Sou vivo!
Bilhões de células, neurônios demais.
Pensamentos nem sempre funcionais,
aliados as minhas experiências de vida me fazem único.
Passa o tempo e me torno adulto.
Mas o menino que há em mim grita.
Ele gritaaaaa
Tão alto que assusta os vizinhos a noite.
Não quero calá-lo. Quero entender o que ele tem a dizer!
Bom filho de falante que sou, uso as palavras a meu favor.
Embora, as vezes, eu tenha a sensação de ser enganado por elas.
Já não sei mais quem comanda.
Sou dominante, sou submisso.
Palavras, perigosas palavras!
Entre as linhas, muitas vezes dispersas e tortuosas, posso caminhar.
De passos lentos, para apreciar a paisagem, vou indo.
Palavras.
Ou domino elas,
ou dominado serei eu!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Me leva!

VOCÊ deixou,
não tive escolha.
Tive que partir.
Passei por caminhos desconhecidos.
A nostalgia me consumiu.
A culpa é sua, toda sua!
Palavras não ditas, sentimentos recalcados.
Ontem estive do seu lado.
Te ofereci o que você nunca mais poderá encontrar em outro alguém.
Segredo nosso, viu?
Meu e seu.
Eu realmente gostei do seu beijo.
Digo mais,
nessa hora seu silêncio era oportuno.
Meu corpo respondia a seus estímulos.
Falava.
Gritava.
Pulsava.
...

Agora fui e não sei como voltar.
Quer saber ou reafirmar o que eu tinha para lhe oferecer?
Me alcance, pois voltar eu não volto!
Será fácil me achar. Deixei migalhas de pão pelo caminho.
Chegue logo, não demore tanto assim!
Pegue em minha mão e seguiremos juntos.
Se a distância só aumentar poderá nunca mais me encontrar.
Estou ficando mais velho, preciso caminhar.
Estou indo rumo a felicidade.
Anjo da guarda,
se me achar caído pelo caminho:
Me leva,
Me leva,
Me leva.